
Quando a pessoa "desconta" tudo no sexo, é hora de dar uma parada e se perguntar: será que sofro disso? Para entender os caminhos que levam brasileiros a sofrer de compulsão sexual, o Hospital de Clínicas de São Paulo está realizando estudo em larga escala sobre o distúrbio, avaliando pessoas a partir dos 18 anos. A compulsão, pouco conhecida, se caracteriza pela busca incessante de satisfazer as vontades sexuais, surgidas em excesso. Por ser compulsivo, o paciente costuma perder o controle de suas ações e causar transtornos, tanto para si quanto para pessoas próximas, tende a perder a noção do que é certo ou errado e acaba por atravessar fronteiras morais , para conseguir seu objetivo.
De acordo com a psicóloga Cida Lessa, especialista em sexualidade humana, a compulsão pode ser considerada uma patologia que deve ser tratada com remédios. Além da terapia, o paciente pode passar pelos psiquiatra e usar medicamentos, dependendo do nível da compusão.
Segundo o psiquiatra Marco de Tubino Scanavino, responsável pela pesquisa, recruta homens e mulheres, com ou sem impulso sexual em excesso, a internet é uma grande fonte para quem sofre do problema. "O comportamento compulsivo compromete a vida da pessoa, que se afasta da família, da vida social, sempre em função da busca de sexo, de parceiros ou de elementos de excitação que a internet e os sites pornográficos proporcionam" Scanavino explica que a compulsão por sexo não tem o mesmo significado do que o vício na atividade sexual, apesar deste também ser considerado um distúrbio mental que envolve a sexualidade. " O compulsivo não é aquele que só busca sexo o tempo todo, mas também aquele que deposita no sexo a solução de sua ansiedade e até de sua depressão".