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O médico Sigmund Freud escandalizou a sociedade conservador do final do Século 19 ao anunciar suas descobertas sobre a sexualidade infantil. Nesta época, a criança era vista como símbolo de pureza. Segundo o famoso cientista, a sexualidade se desenvolve em etapas. Na fase oral (0 a 1 ano), a região do corpo com maior prazer na criança é a boca. É por esta razão que o bebê tende a colocar tudo na boca. O principal objeto de desejo é o seio da mãe, que além de alimentar proporciona satisfação ao bebê. Na fase anal (2 a 4 anos), a criança passa a controlar os esfíncteres e a zona de maior satisfação é a região do ânus. É aí que a criança começa a ter noção de higiene. É também a fase das birras. Na fase fálica (4 a 6 anos), a atenção da criança volta-se para a região genital. Primeiro, ela imagina que tanto os meninos quanto as meninas têm pênis e só então vai descobrindo as diferenças entre meninos e meninas. Surge aí o complexo de Édipo: o menino tem atração pela mãe e se rivaliza com o pai. Entre as meninas acontece o inverso. A fase de latência (6 a 11 anos) caracteriza-se pelo deslocamento da sexualidade para atividades socialmente aceitas. A criança passa a gastar sua energia em atividades sociais e escolares. Na fase genital (a partir de 11 anos), no início da adolescência, há a retomada dos impulsos sexuais. É um período de mudanças no qual o jovem tem que superar a perda da identidade infantil para, pouco a pouco, assumir uma identidade adulta.